Os meus muros jazem altos.
Estou cercada dentro de meu mundo, olhando para cima, mirando a fila de tijolos do último acabamento.
Não vejo portões ou saídas para o outro lado.
[Somos somente "eu" e "eu" aqui!]
As rosas encostadas na parede murcham parcialmente;
Conforme mais um tijolo era gentilmente posto em seu prumo.
[A terra onde piso tem pedras e gotas!]
Gotas de sangue. Meu sangue!
Gotas de suor.
Viro-me e olho para o meu castelo de espelhos!
[Os demônios me saudam;
Me chamam...
Fazem um brinde à minha arquitetura!]
Eu ergo a mão e retiro a minha máscara...
[Não preciso dela aqui!]
As folhas do outono caem no final da tarde de sexta-feira e pousam silenciosamente na calçada. Sabe-se que ninguém chorará pelo cair de uma folha, tão pouco apertará os dedos em súplica pela sua perda de qualquer árvore do parque. As folhas seguirão as rajadas do vento. Irão como pássaros livres sobrevoar o oceano... Passarão por velas de barcos e marinheiros astutos. Elas mostrarão o caminho. Um caminho em que as Folhas do Chão deram o seu lugar para outras folhas após o outono!

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