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domingo, 9 de janeiro de 2011

Deserto...

Nesse deserto quente;
Ando sem rumo à rumar.
Meus pés sujos de areia ardente...
Minha alma suada à pingar!

Nessa longitude alheia;
De joelhos à se prostrar.
Fecho os olhos em rendição...
À morte à me entregar!

À frente uma tempestade de areia;
Quão forte como uma tragédia.
Vem, e abraçe-me...
Leva-me em sua furiosa natureza!

{Estaria eu desistindo de tudo?
Estaria eu cedendo à tortura?
Estaria eu ainda viva nesse corpo?
Onde eu ainda estaria?}

Nesse deserto distante;
Nesse arder de coração...
Busquei entre um grão de areia e um raio de sol...
...

[Um avassalado coração]

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