Nesse deserto quente;
Ando sem rumo à rumar.
Meus pés sujos de areia ardente...
Minha alma suada à pingar!
Nessa longitude alheia;
De joelhos à se prostrar.
Fecho os olhos em rendição...
À morte à me entregar!
À frente uma tempestade de areia;
Quão forte como uma tragédia.
Vem, e abraçe-me...
Leva-me em sua furiosa natureza!
{Estaria eu desistindo de tudo?
Estaria eu cedendo à tortura?
Estaria eu ainda viva nesse corpo?
Onde eu ainda estaria?}
Nesse deserto distante;
Nesse arder de coração...
Busquei entre um grão de areia e um raio de sol...
...
[Um avassalado coração]
As folhas do outono caem no final da tarde de sexta-feira e pousam silenciosamente na calçada. Sabe-se que ninguém chorará pelo cair de uma folha, tão pouco apertará os dedos em súplica pela sua perda de qualquer árvore do parque. As folhas seguirão as rajadas do vento. Irão como pássaros livres sobrevoar o oceano... Passarão por velas de barcos e marinheiros astutos. Elas mostrarão o caminho. Um caminho em que as Folhas do Chão deram o seu lugar para outras folhas após o outono!

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