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domingo, 9 de janeiro de 2011

Mar revolto...

"Nesse mar revolto;
Nado peito contra a maré.
O vento balança os meus cabelos...
Sou lobo do mar...
Eu tenho fé!

Nesse balançar de barco;
Em que se sacode o meu corpo por inteiro;
Olho direto para o céu...
Encaro a tempestade...
Não sou um réu!

E remo contra a fúria;
E elevo-me com sublime ternura.
Arrancam-me de meus devaneios;
Doce tamanha tortura!

O cais está à vista;
E o barco anseia virar no mar.

[Eu fecho os olhos em tontura:
Me jogo ao meu Mar]

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