"Nesse mar revolto;
Nado peito contra a maré.
O vento balança os meus cabelos...
Sou lobo do mar...
Eu tenho fé!
Nesse balançar de barco;
Em que se sacode o meu corpo por inteiro;
Olho direto para o céu...
Encaro a tempestade...
Não sou um réu!
E remo contra a fúria;
E elevo-me com sublime ternura.
Arrancam-me de meus devaneios;
Doce tamanha tortura!
O cais está à vista;
E o barco anseia virar no mar.
[Eu fecho os olhos em tontura:
Me jogo ao meu Mar]
As folhas do outono caem no final da tarde de sexta-feira e pousam silenciosamente na calçada. Sabe-se que ninguém chorará pelo cair de uma folha, tão pouco apertará os dedos em súplica pela sua perda de qualquer árvore do parque. As folhas seguirão as rajadas do vento. Irão como pássaros livres sobrevoar o oceano... Passarão por velas de barcos e marinheiros astutos. Elas mostrarão o caminho. Um caminho em que as Folhas do Chão deram o seu lugar para outras folhas após o outono!

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