"Se ao menos os sonhos fossem meus...
Se ao menos fossem possíveis serem reais....
Se ao menos habitassem às margens de um rio
...E brotassem na terra junto à semente que plantei...
Mas não pertencem-me...
E apesar de desejá-los tanto...
Tanto...
[Não nasceram para mim!]
Essa utopia apenas sufoca-me aos poucos...
E mata-me na medida que anseio ser parte dessa árvore à brotar...
[Oh, estrelas do céu, que recebestes de volta o que lhe entreguei...]
Devolva-me o que lhe dei...
E perdoe-me se por acaso as decepcionei...
Eu sou humana...
Eu sou fraca...
Sou apenas uma simples mulher...
[Reviva-me outra vez...]
[...Oh, estrelas do céu...]
As folhas do outono caem no final da tarde de sexta-feira e pousam silenciosamente na calçada. Sabe-se que ninguém chorará pelo cair de uma folha, tão pouco apertará os dedos em súplica pela sua perda de qualquer árvore do parque. As folhas seguirão as rajadas do vento. Irão como pássaros livres sobrevoar o oceano... Passarão por velas de barcos e marinheiros astutos. Elas mostrarão o caminho. Um caminho em que as Folhas do Chão deram o seu lugar para outras folhas após o outono!

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